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Problem
Atentamos principalmente para as condições ambientais e de qualidade de vida local, pois nesse cenário convivem diversos agentes poluidores, misturados a uma demanda crescente de ocupação por habitações populares das áreas verdes e condomínios verticais nas áreas urbanizadas, numa região sem qualquer definição de uso e marcada pela omissão do poder público há muitos anos. Não podemos deixar de ressaltar a presença de grandes jazidas de exploração mineral, convivendo com os bairros mais populosos da região.

A Serra da Misericórdia abrange cerca de 43,9 km2 no município do Rio de Janeiro, e está localizada após uma faixa de baixada de aproximadamente 6 km a norte do Maciço da Tijuca e 3 km da costa oeste da Baia de Guanabara no ponto mais próximo de seu relevo: o bairro da Maré. O maciço da Misericórdia chega a aproximados 260 metros de altitude em seu pico culminante a Serra do Juramento.
Estende-se por 27 bairros do subúrbio carioca: Abolição, Bonsucesso, Brás de Pina, Cavalcante, Cascadura, Complexo do Alemão, Del Castilho, Engenho da Rainha, Higienópolis, Honório Gurgel, Inhaúma, Irajá, Madureira, Olaria, Penha, Penha Circular, Piedade, Pilares, Ramos, Rocha Miranda, Tomas Coelho, Turiaçu, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos e Vista Alegre.Saiba mais http://verdejar.wordpress.com/
Action
-capina e plantio de mudas e sementes leguminosas na área agrolflorestal;
-manejo na horta;
-criação de mudas;
-caminhada até o 360;
- intervencões culturais o tempo todo!!!
-muita música, poesia e cultura.
O Verdejar é uma ONG, que tem como meta preservação ambiental e o humanismo, atua no bairro do Engenho da Rainha, comunidade Sergio Silva na Serra da Misericórdia zona norte do RJ.
Results
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Em 1999, o grupo fez um acampamento ecológico mantendo sentinela de 24 horas por dia por mais de um mês para conter o crescimento desordenado de habitações da própria comunidade Sérgio e Silva que crescia sobre a área verde. Para obter êxito, o grupo criou no local a “Horta e o Horto Comunitários Chico Mendes”, que hoje são projetos da ONG. Ainda em 1999 o grupo fez contato com a Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – ALERJ, buscando orientações de como proceder para evitar que a comunidade Sergio e Silva e a comunidade Nova Maracá se expandissem sobre a área verde restante que o grupo sonhava transformar em parque público.
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Através desse contato, o Verdejar articulou-se com outros grupos locais como a Bicuda Ecológica, que atua no bairro de Vila Kosmos, e o Conselho Comunitário de Saúde do Complexo do Alemão (CONSA), que atuava nas comunidades do Complexo do Alemão.
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A partir dessas articulações surgiu um movimento ambiental em defesa da Serra da Misericórdia que elaborou um dossiê orientado pelo geólogo Cláudio Martins Profº da Universidade Federal Fluminense (UFF), que entre outras coisas reivindicava a desativação de três pedreiras das que operam na Serra da Misericórdia, consideradas altamente poluidoras da região e a transformação dos espaços destas em um grande Parque Sócio-ambiental.
Neste mesmo ano de 1999 um grupo de grileiros de terras se apossou, ilegalmente, de um grande lote de área verde da Rua Sérgio Silva visando criar um condomínio de classe média, após dois anos de luta o Verdejar através de sua atuação no Ministério Publico e articulado a outros movimentos, conseguiu derrubar o loteamento e autuar seus responsáveis por crime ambiental e grilagem de terras. O grupo reivindica para esse local a instalação de uma lona cultural e uma praça de esportes.
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Ainda em 1999 foi realizado o “1º Seminário Ecológico da Serra da Misericórdia” organizado pelo movimento ambiental local. Como resultado deste seminário esse movimento ambiental teve sua primeira grande vitória, o “decretonº. 19.144 de novembro de 2000” que criou a “APARU (Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana)” da Serra da Misericórdia, pelo então prefeito Luis Paulo Conde.
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No ano de 2001 a Verdejar em parceria com Bicuda Ecológica, Os Verdes, CEPEL e CONSA lançam a “Carta Aberta da Serra da Misericórdia”, com 27 propostas da sociedade civil para a regulamentação da APARU, competência do poder público executivo não cumprida.
Ainda em 2001 o Verdejar obteve um micro financiamento da “Fundação Inter-Americana (FIA)”, através do “Fundo de Apoio a Iniciativas Sociais (FAIS)” para dois micro-projetos: “Oficina Artesanal” e “Projeto Horta Horto Chico Mendes”.
Fonte: http://verdejar.wordpress.com/

Limitations
Na área central da serra a atividade de exploração mineral está cada vez mais acentuada, o que dificulta a recuperação ambiental. Essa situação de risco constante vem motivando as comunidades a participar das ações de associações de moradores, grupos e Ongs que atuam na Serra, promovendo a recuperação e a preservação de seu ambiente natural.
O subúrbio do Rio de Janeiro tem, na Serra da Misericórdia, a “maior exploração mineral do Brasil em perímetro urbano”. A formação geológica do maciço, devido ao seu granito de composição homogênea, trouxe empresas para a produção de brita, um negócio que continua atraindo exploradores europeus. Uma das três principais pedreiras que explodem a Misericórdia diariamente, a Brasil Beton, pertence ao grupo francês La Farge. Além desta, há ainda mais duas pedreiras em funcionamento: Nossa Senhora da Penha e Anhangüera. Ainda existem mais de quinze pedreiras desativadas e uma saibreira extinta a mais de 50 anos no perímetro misericordiano.
Dentre os devastadores da Serra da Misericórdia, as pedreiras são, sem dúvida, os agentes mais nefastos, pois os danos que causam são irreversíveis. Segundo o diagnóstico ambiental realizado por Cláudio Martins, geólogo, professor da Universidade Federal Fluminense, as áreas de mineração na Serra da Misericórdia apresentam-se bastante degradadas “com amplas faixas de terreno expostas à erosão laminar em sulcos, dificultando assim a regeneração da vegetação”. Ainda de acordo com Martins, “tais áreas degradadas definem verdadeiras ‘ilhas de calor’ no âmbito urbano e configuram processo de desertificação no sentido ecológico”. Saiba mais http://verdejar.wordpress.com/
When to Use
What to Do
As atividades que realizamos nos mutirões são de: plantio de mudas e sementes capina, podas,manejo de horta e horto comunitários, manejo de banheiro seco e compostagens, confecção de cercas e portão p/ a sede etc...
O grupo vem fazendo inúmeras atividades e articulações com os mais variados atores sociais, no sentido de contribuir para preservação e recuperação da Serra da Misericórdia, e “in loco” para a formação de uma cultura de uso saudável da área verde situada na comunidade Sérgio Silva, situada entre o corte das pedreiras no bairro de Inhaúma e a vertente do bairro de Tomas Coelho, principal área de atuação do grupo.Em 1999, tivemos o primeiro seminário sobre a Serra da Misericórdia que teve como meta, fazer um reconhecimento da região e formar uma agenda comum de ações a serem tomadas pela sociedade civil organizada, para que o poder público transformasse a região numa unidade de conservação.

Além do reflorestamento, a Verdejar tem uma série de iniciativas e parcerias. As mais próximas da comunidade são medidas práticas que visam a amenizar o desgaste ambiental da região. Uma delas é a barraginha, uma espécie de "injeção no lençol freático". O fundador da Ong explica as etapas do processo. "A água fica acumulada em buracos, vai para o subsolo e, então, espirra naturalmente na nascente, fortalecendo-a".
Tips
Disposição e alegria
Equipment
-sementes e mudas(se tiver claro!)
-instrumentos musicais
Assessment
Related Resources
Apoio ao projeto: Bicuda Ecológica, Os Verdes, CEPEL, CONSA e FIA
Fontes utilizadas nesta descrição:
http://www.ecopop.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=204&sid=2


