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Problem
Em 1995, na comunidade de Jacarezinho, no quarto andar da igreja Metodista na Rua João Pinto número 13, a Escola Pequeno Céu foi aberta para as crianças da comunidade. Localizada nas favelas do Rio de Janeiro e cercada por centros industriais, Jacarezinho apresenta alta incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. Com uma população de aproximadamente 140.000 pessoas, há cerca de 500 crianças carentes com menos de sete anos idade todos os anos.
O pastor Clóvis aliou a necessidade de ajudar as crianças, o espaço do quarto andar da igreja e três professoras Metodistas da comunidade. Elaine Lidório Magalhães, Nicéia da Silva Faria e Selma Feusa de Oliveira Almado começaram a trabalhar, planejando e combatendo vários desafios apresentados pela pobreza de Jacarezinho. A Escola Pequeno Céu começou sem dinheiro para remunerar aos funcionários, com a necessidade de desenvolvimento e integração social e, sobretudo, com a
tarefa de manter as crianças longe dos perigos nas ruas e nas famílias estressadas.

A idéia inicial era desenvolver uma creche, mas isso foi impossível devido à falta de recursos e de funcionários. Em vez de desistir completamente, as professoras abriram uma pré-escola para ajudar a atender as necessidades da comunidade. O foco principal do grupo era a alfabetizar as crianças, protegê-los contra situações potencialmente perigosas, interferir em crises familiares e ajudar as famílias que precisam de acesso a programas de auxílio alimentar. Cursos de alfabetização de crianças, atividades de conscientização sobre saúde e direitos civis fazem parte das experiências da Escola Pequeno Céu.
A necessidade é sempre maior que os recursos e o espaço. Os benefícios da educação e o ambiente tranqüilo restringem-se ao período das 13 às 17 horas, de segunda à sexta-feira. A escola recebe crianças da vizinhança de 2 a 6 anos. Os menores participam de jogos educacionais e têm a hora da soneca. As crianças de 4 anos têm a hora da leitura e participam de atividades recreativas organizadas. As crianças mais velhas, de 5 e 6 anos, participam de aulas de leitura, atividades de grupo e passeios. A escola também organiza excursões fora da comunidade.
A matrícula, feita mediante a avaliação das necessidades de cada família, precisa de um processo seletivo. Apenas 20 vagas na escola podem ser oferecidas em qualquer período. Os professores encontram as famílias, ajudando no envolvimento com outras opções de serviços quando são chamados. Todos os professores são especializados em uma área. Elaine é responsável pela colocação na sala de aula, Nicéia desenvolve atividades recreativas relacionadas à orientação física e mental,
Selma encarrega-se da coordenação financeira e Roni cuida do espaço físico.
Apenas seis das crianças pagam uma taxa de cerca de 10 dólares por mês; as doações do Instituto Benett, da equipe e de empresas locais cobrem os custos básicos. As professoras não recebem salário; são dedicadas voluntárias por mais de dez anos. Mais de 250 crianças estão aprendendo a ler e a escrever enquanto seus pais trabalham. Programas de instrução e conscientização ajudam as famílias diretamente envolvidas e começam a mudar a dinâmica do processo de inclusão para o futuro da comunidade.
Como na maioria das favelas do Rio, a conscientização pública é uma luta constante. O trabalho realizado na escola tem potencial de expansão e precisa de treinamento contínuo das pessoas envolvidas no projeto. O espaço precisa ser ampliado para atender as necessidades de mais de 500 crianças e de suas famílias, incluindo todas as necessidades básicas. Desde material de limpeza, produtos de higiene e brinquedos, materiais educacionais e artigos de escritório.
A chegada de Carlos Roberto da Silva em 1999 introduziu uma nova meta: ampliar a função do programa, tornando-o um recurso de construção da comunidade. Hoje a escola desempenha diferentes tarefas, graças, em grande parte, à participação de quatro voluntários: dois psicólogos que ajudaram as professoras a usar os jogos educativos, uma enfermeira que trabalhou para desenvolver uma campanha de conscientização sobre saúde para crianças e pais e que também prepara lanches nutritivos para os alunos e, finalmente, um professor de Tecnologia da Informação que trabalha junto com um professor de arte local em Jacarezinho (Henrique, do programa - Sala de Arte).
A Creche Pequeno Céu é prova da dedicação e do envolvimento da comunidade e de esperança e perseverança em atingir a comunidade internacional em nome das crianças de Jacarezinho.
Action
Havia a intenção de fundar uma creche, mas a falta de recurpossibilitou somente a formação de uma escolinha para alfabetização infantil.
Serviços Oferecido: Alfabetização infantil, noções de saúde e cidadania.
Results
A escola já alfabetizou aproximadamente 140 crianças.
Limitations
- Espaço inadequado
- Falta de recursos financeiros
- Pouca divulgação do trabalho
- Carência de brinquedos
When to Use
What to Do

- De 2 a 3 anos: Atividades lúdicas pedagógicas e horário para dormir;
- 4 anos: início da alfabetização e atividades recreativas psicomotoras;
- De 5 a 6 anos: alfabetização, e atividades de integração.
A escola também proporciona passeios fora da comunidade com as crianças.
Para o ingresso na escola há um processo seletivo, onde é avaliado a necessidade da família, se de fato ela não possui condições de pagar uma escola particular. Para isso, há reuniões com os pais e a visita à residência dos mesmos, se for percebido que a carência da família é grande a equipe também busca outros auxílios, como por exemplo a cesta básica.
A escola está sediada no piso superior da Igreja Metodista e este espaço é compartilhado com a igreja, que o utiliza nos finais de semana, a maioria dos obejtos do local pertencem a igreja.
A Gestão da escola conta com a participação dos pais, de dois em dois meses são realizadas reuniões de integração dos pais com a escola.
Das 20 crianças apenas 6 pagam (irregularmente) uma média de 35 reais ao mês a escola. O que torna viável a manutenção da escola, são algumas doações e o trabalho voluntário de todos os seus integrantes.
A equipe pedagógica atua da seguinte forma:
- Eliane Lidório Magalhães é a coordenadora de ensino, sua ação é avaliar a disciplina e distribuir as crianças conforme a idade, fazendo a pesquisa junto com o professor.
- Nicéia da Silva Faria é a coordenadora de atividades recreativas, sua ação é realizar práticas recreativas para desenvolver a coordenação motora e mental.
- Selma Feuza de Oliveira Almado é coordenadora financeira, sua ação é comprar os materiais necessários e providenciar remédios para os voluntários.
- Roni de Faria é coordenador de manutenção, sua ação é avaliar as necessidades do espaço físico, tais como a manutenção da parte hidraúlica e elétrica, janelas, armários e móveis em geral.
Tips
Em 1995 as professoras Eliane Lidório Magalhães, Nicéia da Silva Faria e Selma Feusa de Oliveira Almado, se uniram com o próposito de fundar uma creche na comunidade do Jacarezinho. Essas professoras, que possuem uma prática religiosa, conseguiram que a igreja Metodista cedesse o espaço para abrigar o projeto.
A idéia inicial era a de fundar uma creche, mas não foi possível por falta de recursos para materiais e mão de obra. Então as professoras fizeram o que era possível e criaram uma pré escola visando suprir a necessidade da comunidade, não como um empreendimento particular, mas dentro de uma visão social.
Muitas das grandes empresas que haviam em torno do complexo do Jacarezinho fecharam, gerando desemprego, o que tornou inviável a formação de uma escola particular, a necessidade era a de uma ação de caráter social.
A escola atualmente se mantém através de uma gestão comunitária, por doações e pelas colaborações possíveis por parte dos pais das crianças.
A partir de 1999 Carlos Roberto da Silva começou a participar do trabalho, tendo como meta ampliar o projeto a partir da seu interesse em ações sociais e gestão comunitária.
Atualmente a escolinha já está tendo alguns novos caminhos em vista, em função de quatro importantes voluntários, sendo eles: dois psicólogos que iram orientar os professores para a utilização de brinquedos didáticos, uma enfermeira que irá desenvolver um programa de promoção de saúde junto aos pais e dar apoio nutricional na merenda escolar, um professor de informática ligado ao CID e mais a parceria com o artista plático Henrique que dirige o projeto Sala de Arte também no Jacarezinho.
Fatores de Sucesso:
- Perseverança;
- O real benefício que a educação e o cuidado proporcionam a vida das crianças e suas respectivas famílias.
Equipment
Necessidades do projeto
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Espaço físico mais adequado
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Cursos de capacitção para as pessoas envolvidas com o projeto
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Computadores
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Aulas de edução física
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Material de escritório
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Brinquedos
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Materiais didáticos
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Materiais de higiene


