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Problem [Edit]
O nome Melanina surgiu por causa da preocupação das participantes em em abordar um termo universal que estivesse na nossa pele. O que todas tinham em comum era a paixão pela música e milhões de questionamentos sobre o sistema sôcio-excludente em que vivemos. Chegamos a conclusão que tudo em nossas vidas se transforma a partir do momento em que passamos a trabalhar a nossa auto-estima, e assim criamos o projeto com o apoio de Iara Dantas (terapêuta holística e parapsicóloga).
A Metrópole e Cidade do Rio de Janeiro
Pedro P Geiger, assessor, IPP/DIG
Com mais de 5,8 milhões de habitantes, o Rio de Janeiro é uma das grandes metrópoles mundiais, núcleo de vasta região metropolitana de mais de 10 milhões de habitantes. No Brasil ocupa a 2ª posição hierárquica, em termos da população e do produto. Localiza-se na costa brasileira, junto à entrada da baía de Guanabara.
A origem da cidade como porto na baía de Guanabara marca a sua configuração, num formato comum a tantas metrópoles marítimas. A antiga cidade, junto ao mar, foi se transformando no centro, enquanto a urbe ia se prolongando ao longo da costa e para o interior. No caso do Rio de Janeiro, o crescimento se ajustou a uma topografia peculiar. A região é formada de maciços montanhosos, entalhados por vales profundos, e de linhas de morros que segmentam planícies mais amplas, ou mais estreitas. Esporões dos maciços alcançam o mar, formando penhascos rochosos de rara beleza, a exemplo do Pão de Açúcar, separando praias e restingas de areia fina.
A Zona Sul se estende entre os morros do maciço e as praias oceânicas, e a entrada da baía. O trecho oceânico começou a ser urbanizado com a abertura do Túnel Velho em 1892, logo seguida pela introdução de linha de bonde. Compreende as RAs de Botafogo, Copacabana, Lagoa e Rocinha, esta, nas encostas faveladas do morro da Gávea. O termo Zona Sul adquiriu significado valorativo, dado que a região abriga a maior parte das classes altas da cidade, apresentando altos padrões de infra-estrutura e de serviços e um quadro de amenidades naturais. Esta é a área de circulação dos turistas internacionais, dos grandes hotéis, dos consultórios de renomados médicos, de restaurantes de alta classe, de cinemas, boates e teatros. A região foi a primeira a introduzir a verticalização residencial, paradoxalmente passou a apresentar crescimento populacional negativo.
Em alguns locais, particularmente nos bairros de Cosme Velho, Jardim Botânico e Gávea, ainda se encontram mansões de classe alta. No alto da Gávea, a Rocinha é a maior favela carioca, com 56.755 habitantes em 2000, singular por ser atravessada por importante via de circulação automóvel.
Tijuca e Vila Isabel são duas RAs do lado norte do maciço, um espaço que já foi conhecido como a Zona Norte, e que se estende até a linha ferroviária da Central.
A primeira RA compreende os bairros da Praça da Bandeira, Tijuca e Alto da Boa Vista. De toda a parte da cidade que se estende ao norte do maciço da Tijuca, o bairro de mesmo nome é o que apresenta maior setor de população de classe alta. A linha 1 do metrô, a primeira implantada na cidade, foi desenhada justamente para atender às duas áreas de maior população de classes altas e médias altas, unindo a Tijuca à Zona Sul, passando pelo Centro. As encostas do Alto da Boa Vista apresentam mansões de classe alta. Lá se encontra a entrada do parque florestal da Tijuca, onde a queda dágua da Cascatinha é tradicional ponto turístico. O relevo da Tijuca porém, tem visto o grande crescimento de favelas.
A AP3. A maior parte das planícies das Baixada de Inhaúma e Irajá que se estendem ao norte do maciço da Tijuca até os limites do antigo Estado do Rio de Janeiro, forma a AP3. Esta AP também agrega a Ilha do Governador. Trata-se da área mais populosa da cidade, um mosaico em termos da composição social em que prevalecem camadas populares e de baixa classe média. Recentemente, esta área, que era considerada como suburbana, passou a ser reconhecida como Zona Norte. É uma região que se organizou, historicamente, segundo os três eixos de ferrovias e linhas de bonde que a serviam.
Popularmente, chamava-se de subúrbios da Leopoldina aos atuais bairros de Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha e outros, estruturados em torno de estações ferroviárias daquela linha, próxima da orla da baía. Esta faixa compreende as RAs de Ramos, Penha e Maré, esta última, bastante favelada.
Posteriormente, indústrias desta área como a da vizinha mais ao sul, passaram a migrar para a via Dutra.
A RA Ilha do Governador é alcançada através da Avenida Brasil. Até 1949, quando foi construída a ponte ligando a ilha ao continente, a ilha se comunicava por mar.
A RAs de Jacarezinho, Inhaúma, Irajá e Pavuna. Via de regra, esta faixa apresenta setores de população mais pobre e lugares centrais de menor centralidade. A RA do bairro Complexo do Alemão é um conjunto favelado que ocupa a linha de morros entre esta faixa e a anterior e conta com um elemento inovador, a introdução da linha 2 do metrô que se estende até o bairro da Pavuna.
A faixa ao longo da Central é a que apresenta bairros de renda mais alta e locais de elevada centralidade, particularmente o Méier e Madureira. Na RA de Madureira, o bairro de mesmo nome é um dos locais de maior movimento comercial da cidade e abriga diversas grandes Escolas de Samba, como Portela, Império Serrano e Tradição.
A AP4. Imensa praia oceânica de areia fina, mais de 25 km., se estende na metade ocidental do município do Rio de Janeiro. Grande parte é uma restinga que isola as lagoas de Marapendi, Jacarepaguá e Tijuca. A restinga se constitui na fachada da Baixada de Jacarepaguá, grande anfiteatro entre os maciços da Tijuca e da Pedra Branca. A orla marinha desta região, conhecida como Barra da Tijuca, viu nos anos 70 o início de um processo acelerado de urbanização, compreendendo setores de população de classe alta.
A Barra apresenta aspectos singulares da paisagem carioca. Grande parte do seu espaço urbanizado depois de 70, seguiu um planejamento oficial desenhado por Lúcio Costa em 1969. Nele, setores espaciais são segmentados por função ou por estilo arquitetônico. Distinguem-se áreas de casas individuais, condomínios de mansões e áreas de condomínios de torres de apartamentos.
A AP5, a chamada Zona Oeste. A oeste das Baixadas de Irajá e Bangu, a passagem estreita entre os maciços da Pedra Branca e de Gericinó, este na fronteira do município, conduz às Baixadas de Santa Cruz e Guaratiba.
O governo federal utilizou a presença de amplos vazios para a instalação de bases militares, a Vila Militar, as bases aéreas de Campo dos Afonsos e Santa Cruz, e de áreas de treinamento e experimentação, como o campo do Gericinó. Foram construídos conjuntos habitacionais para militares e para setores populares civis. Sem maiores atrativos, a favelização foi induzida pelo poder estadual da época. O governo Lacerda erradicou favelas na Zona Sul e transferiu moradores para esta região, criando por exemplo a Vila Kennedy.
Na década de 60, foram criados distritos industriais em Santa Cruz e Campo Grande, onde se instalaram a Cosigua/Gerdau, a Michelin, a Vale Sul, entre outras.
Atualmente, a AP5, ao lado da AP4, é a que mais cresce em população, porém com camadas populares e de classe média baixa, em sua maioria. Nesta AP ainda prevalece o casario baixo e muitos espaços vazios. A verticalização se apresenta em torno dos centros de Santa Cruz e Campo Grande, cuja distância dos outros centros da cidade, favorece uma centralidade relativamente acentuada.
Fonte: Site da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Action [Edit]
- Capacitação em Rádios Comunitárias;
- apoio através de terapias com Iara Dantas (terapeuta holistíca e parapsicóloga) sobre auto-estima.
Results [Edit]

Panorama FM (Z.Sul), Resistência FM (Z.Oeste), Rádio Grande Tijuca (Z.Norte) e a Rádio Digital Maré Manguinhos( Fio Cruz), todas somam um público estimado de 100.000 pessoas e estamos cada vez mais atraindo novos ouvintes e parceiros.
Limitations [Edit]
Falta de verba para realização dos nossos projetos.
Necessidades do projeto: doações de materiais de escritório; livros; retalhos de roupas p/ formação de uma Grife; apoio de fundos culturais; voluntários no setor de comunicação social; Cd´s de artistas que se interessarem pelo conteúdo dos programas apresentados pelo Projeto(música preta).
When to Use [Edit]
What to Do [Edit]
Nós nos reunimos uma vez por semana para trocarmos experiências sobre todas as Rádios. Trocamos materiais como CD´s, artigos de artistas Negros(livros, revistas, jornais).
Quando vamos dar entrevistas, em algumas Rádios, sobre o trabalho do nosso grupo de hip hop “Melanina”, sempre comentamos sobre o projeto “Açao Melanina” e, em geral, somos convidadas para realizarmos o programa na Rádio.

Tips [Edit]
A Elaboração de quadros originais dentro dos Programas Ação Melanina, por exemplo:
- Heroís e Heroínas da resistência – É um quadro que conta a história resumida de líderes negros como Carolina de Jesus, Malcon X, Zumbi dos Palmares e etc…
- Roda de Amigos – É um quadro que reúne músicos de vários segmentos da música negra que cantam, tocam e improvisam ao vivo para os ouvintes.
- Por Dentro da Levada – É um quadro de tradução e reflexão das músicas que estão na moda e que muitas vezes não passam uma mensagem posiva.
Entre outros…
Equipment [Edit]
Assessment [Edit]
Related Resources [Edit]
Parceiros da própria comunidade:Todas as Rádios, Associações de Moradores, comércio local, entre outros. Nos forneceram contatos que resultaram em parcerias e realizações de eventos.

