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Created: Feb 23, 2008

Updated: Nov 25, 2009

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Created: Oct 26, 2009
Updated: Oct 26, 2009
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Page Status: active

Fabricação Autogestionária de Produtos de Higiene

Fraldas para as comunidades Sem Teto,Vila Isabel, Rio de Janeiro,
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Author: Centro de Cultura Social (CCS-RJ)
 
Publisher: Catalytic Communities (CatComm/ComCat)
 
Contact Person: Rafael Borges Deminicis
 
Date Published: 2009-10-26
 
Direct Costs:
 
Direct Labor:
 
Language: Portuguese | Português
 

Problem

Os militantes do Centro de Cultura Social (CCS-RJ) j possuíam frentes comunitárias e ativismo político avançado, ligados à formação de uma biblioteca de acesso público e especializada na temática do movimento operário revolucionário e libertário e do socialismo, chamada Biblioteca Social Fbio Luz (BSFL); grupos de estudo; um jornal mensal (Libera!); campanhas pela conscientização política; encontros comunitários; projetos auto-sustentados, como a produção de bolinhos doces e mate gelado para gerar renda a jovens da comunidade do Morro dos Macacos / Vila Isabel; aulas de artesanato, capoeira, reciclagem, saúde alimentar e pintura de camisas; feiras de trocas; etc.

No final de 2004, quando da realização de um evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ-Maracan), chamado I Colóquio Internacional Libertário, freqentado em sua maioria por membros de sindicatos (totalizando um público de 100 pessoas inscritas) e alguns poucos moradores de uma das organizações de sem teto, chamada Ocupação Chiquinha Gonzaga, foi apontada a possibilidade de se agregarem aos projetos do CCS-RJ outros moradores de comunidade pobres da cidade do Rio de Janeiro e cidades vizinhas, que estavam em uma luta judicial contra a prefeitura e pseudo-proprietários de imóveis e terras. Esta população era auxiliada por advogados engajados no movimento social, que viriam a somar enormemente luta.

A necessidade destas pessoas encontrava-se na dificuldade de organização de atividades autônomas dentro da comunidade, mobilização poltica da totalidade dos moradores e, principalmente, conseguir apoio externo que ampliasse a fora pela aquisição da posse de suas casas e defesa contra as ações autoritárias e truculentas do poder público.

A princpíio, as comunidades que faziam parte desta luta pela moradia eram a Ocupação Vila da Conquista, Ocupação Nelson Faria Marinho e Ocupação Olga Benrio Prestes (a Ocupação Chiquinha Gonzaga seguiria caminhos contrários aos princpios básicos do CCS-RJ e terminou por não se unir a esta frente), respectivamente localizadas no bairro de Curicica (as duas primeiras) e no sub-bairro de Boa Esperança, em Campo Grande, no município do Rio de Janeiro. Cada uma delas continha cerca de 100 famílias. Em pouco tempo surgiriam as comunidades da Ocupação Poeta Xynayba, do bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, e a Ocupação Margarida Maria Alves, no bairro de Trindade, município de São Gonçalo, com 39 e 12 famílias, respectivamente.

Os membros do Centro de Cultura Social e colaboradores convocados (como por exemplo, estudantes universitários e secundaristas) começaram a desenvolver aulas de alfabetização, artes, artesanato, reciclagem e horta comunitária, mostras de vídeo e participação nas assembléias e reuniões (sempre que convidados) nestas comunidades.

No início de 2005, um dos integrantes do CCS-RJ (Rafael), no mesmo tempo que teve a notícia de que uma das moradoras da comunidade próxima estava colocando à venda sua máquina de fabricação de fraldas (usada), teve vontade de montar um projeto exclusivamente destinado a empregar pessoas das ocupações de sem teto, gerador de renda e com uma formação política autogestionria. Rafael Teve apoio dos demais integrantes da instituição e, sendo assim, partiu para ação.

A produção, venda e a divulgação caminhavam a bons passos, mesmo com poucas pessoas envolvidas no trabalho (mais duas, alm Rafael). Porém, com três meses de trabalho uma das pessoas, que resolveu trabalhar em um outro projeto, de reciclagem, retirou-se, e alguns meses depois, por conta do aumento dos gastos com a compra dos materiais para a fabricação das fraldas e a mudança (para um bairro mais distante) das lojas fornecedoras destes materiais, outro integrante também se retirou. A partir disso, o projeto ficou parada por dois meses até que se reestruturasse, recebendo novas pessoas para trabalhar, conseguindo uma forma menos custosa de aquisição dos materiais e recuperando e criando pontos de venda ou revendedores dos pacotes de fraldas.

Entretanto, por não se ter registro de funcionamento, não se pode mais vender o produto na sede do Centro de Cultura Social, o que mais uma vez reduziu a margem de lucro adquirida. Neste momento, os novos integrantes (três, além de Rafael) se empenharam em destinar boa parte de seu tempo para a divulgação do produto nas comunidades e conseguir recuperar e aumentar a margem de lucro, o que foi conseguindo com razoável sucesso. Um revendedor se tornou parte fixa do projeto. Desde essa época a produção e a venda tornaram-se estáveis, capaz de manter uma certa renda aos beneficiários, at éhoje.

Action

Produzir fraldas baratas para as comunidades das ocupações sem teto do Rio de Janeiro.

 

Serviços oferecidos pelo Projeto:   Fabricação de fraldas

Results

Número de vendas razoável

Limitations

O retorno esperado com as vendas das fraldas no ocorreu na medida esperada e ainda no o ideal. Por este motivo, duas pessoas abandonaram o projeto.

When to Use

 

 

What to Do

O projeto foi destinado prioritariamente a contar com o trabalho apenas de integrantes do movimento dos sem teto, mas nunca houve um critério rígido para a seleção das pessoas. Não há limitação da participação de pessoas de outras comunidades, sem ser do movimento sem-teto. Neste caso, seria necessria uma entrevista, com a participação de todos os membros do projeto, em assembléia, de conceitos variáveis de caso para caso.

Em um acordo entre os participantes iniciais, estabelecido em carta de princípios, dizia apenas que a partir do momento que uma pessoa viesse trabalhar no projeto, alguns ítens seriam primordiais para a permanência desta no projeto, sempre decidido coletivamente, como: a participação constante nas assembléias possibilitando justificativas, apresentadas nas assembléias posteriores às faltas, mas com um limite mínimo, de acordo com a época prestação de contas semanais em assembléia e estabelecimento de um cronograma de trabalho de acordo com as possibilidades individuais e coletivas. Estes princípios também mencionam que a participação individual no lucro das vendas dos produtos seria proporcional carga horria cumprida individualmente (mas também poderiam ser avaliadas solidariamente em assembléia).

As decisões do grupo têm de ser pautadas sempre pelo democracia, bom senso e pela solidariedade.
A carga horária idealmente deve margear as 40 horas semanais, mas atualmente os integrantes têm planejado menos, por conta do volume de vendas.

O projeto auto-sustentvel na maioria do tempo, porém, está aberto a recepção de auxílio material ou financeiro de outrem. princípio ético inalienável, que aceitemos apenas recursos de indivíduos, coletivos ou instituições ideologicamente parelhos ao projeto: como entidades de classe, instituições e organizações não-governamentais transparentes e libertadoras ou libertárias de qualquer parte do mundo. Aliás, quanto mais o projeto possa ter apoio, mais pessoas podem ser integradas ao trabalho e mais famlias podem ser beneficiadas com o consumo barato e saudável das fraldas que produzimos.

Tips

A solidariedade na solução das dificuldades, advinda de companheiros do Centro de Cultura Social e de outros projetos.

Equipment

Valor: R$ 50,00 para a compra de comida
Materiais:   Alimentos no perecíveis
Doadores:

Empréstimos; Total:  100 reais
Para:  Adiantamento do dinheiro do mês para o pagamento do aluguel vencido de um dos integrantes do projeto, que já havia ido morar em uma ocupação, mas que ainda tinha dívidas.

Taxas dos usuários - Total: n/a
Para:  n/a

Assessment

A avaliação é feita pelos  próprios integrantes do projeto, em assembléia, em primeiro lugar, os membros do Centro de Cultura Social, em segundo, e outros moradores das ocupações, em suas respectivas assemblias, sugerindo modificações e melhorias.
Como funciona:  As sugestões e críticas são colocadas nas assembléias dos integrantes do projeto, encaminhadas por meio de carta ou bilhete ou a própria presença e fala (em convite) daquele que quer proferir as sugestões ou criticas.

Related Resources

Agentes externos à comunidade
Quem são:  
Membros do movimento sem teto e membros de alguns sindicatos do rio de Janeiro
O que fizeram:  

Agentes internos à comunidade
Quem são:  
Associados e colaboradores do Centro de Cultura Social e pessoas ligadas a Associação de Moradores do Pau da Mandeira/Morro dos Macacos




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